Vacinação: onde fica o bom-senso?

Por Camilli Chamone

 

Que fique claro que sou a favor da vacinação de todos os animais de estimação, entretanto, cabe uma análise crítica aos protocolos vacinais utilizados atualmente.

Por lei, no Brasil, a vacina antirrábica é a única obrigatória e feita anualmente nos animais de estimação. Isso é bastante compreensível, quando se trata de políticas públicas, uma vez que a raiva é uma zoonose. Afinal, todos os anos nascem milhares de cães/gatos de rua e estes pets precisam ser imunizados.
Entretanto, para os animais controlados, ou seja, aqueles que tem acesso a rede privada de atendimento veterinário e que vivem domiciliados, cabe um esquema vacinal individualizado.

A literatura científica está abarrotada de artigos que demonstram que a imunidade promovida pelo primeiro reforço vacinal da antirrábica, com 1 ano de idade, mantém-se por - no mínimo - 3 anos. Artigos que demonstram que a imunidade mantem-se por 5 anos também existem. Entretanto, já há pesquisas que demonstram que a titulação de anticorpos se mantém adequada, mesmo depois de 7 anos da vacinação!

Os artigos demonstram que a vacina contra parvovirose mantém imunidade "vitalícia" e a vacina contra cinomose mantém titulação adequada de anticorpos por 3 anos, após o primeiro reforço.

Se as bases do funcionamento do sistema imunológico são as mesmas, a reflexão que convido vocês a fazer é Por que os nossos pets devem fazer vacinações anuais, se nós não precisamos tomar vacinas anualmente?


As pesquisas tem demonstrado que a super-vacinação pode provocar efeitos nocivos diversos nos pets.
Esses efeitos nocivos podem se apresentar através de reações neurológicas adversas, resultando em atrofia muscular, alteração das funções motoras, além de anemia hemolítica, doenças auto-imunes que afetam a tireóide, articulações, sangue, olhos, pele, rim, fígado, intestino e sistema nervoso central, choque anafilático, agressividade, convulsões, imunossupressão, problemas digestivos crônicos, anormalidades dermatológicas e fibrossarcomas nos locais da aplicação da injecção.


Portanto, não é saudável utilizar as vacinas em frequência maior do que a necessária para manter a imunidade e, ainda, quando não há necessidade da utilização da mesma.


A questão não é deixar de vacinar. A questão é fazer bom uso das vacinas, com sabedoria e adequação às necessidades de cada animal.
A saúde do seu pet agradece!

 

 

Sugerimos algumas leituras sobre o tema:

 Também possuímos dezenas de publicacões científicas sobre este assunto. Se tiver interesse em lê-las, entre em contato.

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